
- Sofia está com pneumonia. Eu quase não levei ao médico, mas sabe como é, instinto de mãe, mesmo sem sintomas mais sérios, levei… foi um susto na hora que o médico deu o diagnóstico.
- Sobre o confronto na USP. Eu não estava lá, estava voltando do médico com a Sofia. Minha opinião? Os liberetas que me desculpem, mas eu quero a PM dentro da USP pra sempre. Aquilo é terra-de-ninguém. A alunada faz o que quer, a bandidagem e os traficantes também. Eu trabalho lá há 20 anos, e há 20 anos o campus é tomado por vagabundos de qq espécie. Há assaltos, estupros, roubo de carro, roubo a banco (quem roubaria um banco dentro de um lugar com apenas 3 saídas se não tivesse certeza que a polícia jamais chegaria a tempo?). Dois dias antes da polícia entrar, os manifestantes quebraram uma porta blindada com uma tampa de bueiro, para poder invadir a Reitoria (como fizeram há dois anos atrás, deixando pra trás um prejuízo de milhares de reais). Esse povo confunde democracia com baderna. O pobre ex-funcionário e sindicalista que foi preso responde a vários processos, inclusive por estupro (intriga da oposição, segundo ele). A PM não está no campus para impedir a greve, mas sim para garantir a integridades de bens e pessoas. Eu apoio!
- Eu não tenho a menor vontade de ir trabalhar. Estamos na PIOR e mais complicada produção de exposição de todos os tempos. São duas exposições que abrem na mesma semana e a Lei de Murphy é aplicada diariamente. É um passo pra frente e dois pra trás. Enquanto vc está tentando resolver esses dois passos pra trás, está deixando de andar pra frente com outras coisas, então elas andam pra trás também. Tenho medo de abrir meus emails. Quando o telefone toca, meu coração dá um pulo. É um inferno!!! Estou me sentindo completamente incompetente e inadequada diante dessa situação toda. Tenho vontade de pedir a conta várias vezes por dia. Pena que eu tenho juízo.
- Por conta dessas produções, nada de feriado e nem de final de semana para yours truly.
- Queria ser a Chiquita Bacana e ir morar na Martinica.
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Olha que sorte eu poder morder essa coisa fofa todos os dias?
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Depois de anos cobiçando, consegui comprar a coleção da História da Vida Privada. A Cia das Letras publicou a versão pocket que ficou bem mais acessível. A versão normal custa R$ 90 pilas cada volume. Na versão de bolso o preço cai pra R$ 26 pilas… (comprando a coleção, cai pra 20 legaus)… to me babando inteira…
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… lá em casa…
Todas as noites a gente tem o hábito de ler histórias para a Sofia. Como ela gosta de mitologia, vou lendo pedaços da Larousse Jovem da Mitologia (com as devidas omissões e adaptações, já que muitas vezes o tema é meio violento).
Estamos os três na cama e eu começo a ler sobre Zéfiro, eis que então…
_ Filho de Eos (a Aurora), Zéfiro pertencia à raça dos Titãs, que representavam as forças da natureza. Era o deus do vento oeste, que refresca e dá bem-estar (comentário do marido: hummmmmm). Costuma-se representá-lo na forma de um jovem com asas que anuncia a primavera e o renascer das plantas (xiiiii… não sei não… acho que esse pitbull é Lessie, hein. Nas horas vagas ele trabalha no Habib’s?). Zéfiro apaixonou-se pela ninfa Clóris (ãh?) e a raptou para (já sei, pra usar a unha postiça dela!!!!) casar-se com ela. Ele a tornou deusa das flores, e tiveram um filho, Carpo (o Fruto) (O FRUTAAAAA…. huhauhauhauhauhauhauh)…
Até a Sofia, sem entender nada, teve uma crise de riso…

Aí, o pobre Zéfiro, tendo a sua masculinidade questionada... mas, cá pra nós, tá meiguei na fota, né não?
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Olhando na tampa do notebook da Dinda…
_ Hum… tem uns que tem uma manguinha aqui, né? (O povo da Apple ia amar a minha filha, né não?)
Na mesa, jantando, ela comunica que vai a um passeio da escola, o pai, pra encher o saco dela diz que acha que não vai deixar… e eu emendo um “vamos ver como ela se comporta daqui até lá”… ela levanta da cadeira, faz uma reverência e diz com a voz empostada:
_ O que a senhorita vai querer agora? Quer sorvete? Quer um café? Pode deixar que eu pego…
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Olha a carinha dela e responda por vc mesmo
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… a minha vida começou a mudar, muito, mudanças boas e outras não tão boas, mas o saldo é MUITO positivo. Amadureci (contra-gosto, confesso), criei laços, conheci o mundo através de outros olhos, e muito mais. Só há uma pessoa a agradecer:

Feliz Aniversário Filha!
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A isso se acrescenta um fato folclórico semioficial: a organização dos jovens numa instituição que lhes é particular. Bem conhecidas na parte grega do Império, as associações de jovens (collegia juventum) existiam também na metade latina, embora seu papel exato continue obscuro, sem dúvida porque era múltiplo e ultrapassava (já que a juventude tem o sangue quente) as atividades às quais se pretendia limitá-las. Esses moços praticavam esporte, esgrima, caça; sua associação ocorria no anfiteatro para caçar feras, causando grande admiração aos compatriotas. Infelizmente não se atinham a essas louváveis atividades físicas, transladadas da educação esportiva cara à civilização grega: abusavam de seu nome e de sua posição oficial para promover desordens públicas. Em Roma sempre se reconheceu como um privilégio dos rapazes ricos percorrer as ruas aos bandos, à noite, para espancar ou maltratar os burgueses e destruir um pouco as lojas (grifo meu) (o jovem Nero não faltou a tal costume, tanto que quase foi arrebentado por um senador que o bando agrediu e que não reconheceu o imperador entre seus agressores) ; as associações de jovens pareciam ter reivindicado esse direito folclórico. “Volta de teu jantar o mais cedo possível, pois um grupo muito excitado de moços das melhores famílias saqueia a cidade”, lê-se num romance latino. Os mesmo jovens serviam de claque e torcida para as equipes de gladiadores e cocheiros entre as quais se dividiam as preferências do público, cuja paixão esportiva ia até as batalhas organizadas. “Alguns, que usualmente se denominam os Jovens”, escreve um jurista, “em certas cidades se tornam torcedores das aclamações turbulentas do público; se sua falta se limitar a isso, primeiro o governador deverá admoestá-los e, se reincidirem, deverão ser açoitados e soltos”.
“História da Vida Privada 1: Do Império Romano ao Ano Mil – Companhia de bolso”
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Argila, cola colorida, tinta guache, pincéis... 20 pilas e rendeu diversão por todo o final de semana
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